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sábado, 23 de novembro de 2013

O encontro das águas

      O encontro das águas acontece entre os rios Negro e Solimões. O rio Negro tem uma côr escura, porem limpida. O rio Solimões tem a água barrenta e curiosamente correm lado a lado sem se misturar. Esse fenômeno acontece por conta da diferença de temperatura, a densidade da ãgua e a velocidade da correnteza também influencia,  essa diferença é observada na cidade de Manaus, tornando o local um posto turistico.
 Imagem Google
      Assim como acontece em Manaus, acontece em frente a cidade de Santarém, no Pará, o encontro das águas do rio Amazonas e o rio Tapajós. O rio Amazonas com suas águas barrentas corre ao lado do rio Tapajós com sua água verde-azuladas e mansas. O fato ocorre pelos mesmos motivos dos rios Negro e Solimões que intriga e encanta os visitantes dos locais por ser um espetáculo lindíssimo de se ver.

quinta-feira, 21 de março de 2013

Boto, o príncipe do Amazonas

     

Imagem Google
       O boto tucuxí, pirajaguara (em tupi, pirá-peixe e iawara-cão) ou boto-preto, subespécie sotália fluviatilis, que vive nos rios da Amazônia, tem a cor cinza, tem o hábito de viver em grupo e é muito sociável. Pode viver sob as águas por um longo período, mas precisa respirar periodicamente também. Localiza objetos e se orienta atravez de sons e ecos por meio de um bissonar. A outra subespécie desenvolve-se no mar. Todas as subespécie tem semelhanças com o golfinho, por isso, considerados por alguns zoologos como sendo espécies atuais mais primitivas destes.
Imagem Google
      O boto cor de rosa é uma referencia á sua cor branca de seu ventre com tendencia avermelhada (Uiara-do tupi Iara, senhora das águas).  Inia geoffrensis  geoffrensi. É muito dócil, assim como o tucuxí.
Alimento: peixes, moluscos e crustáceos;

Gestação: 1 ano e um filhote por cada gestação;
Amamentação: 7 meses, mais ou menos;
Locomoção: até 60 km por hora;
Tempo de vida: até 80 anos
Peso: cerca de 55 kg


     

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Ribeirinhos e passageiros: Pequenas doações, grande alegria!

A primeira vez que viajei pelo Rio Amazonas fiquei encantada. Não tem como expressar de outra forma a nossa passagem pelas águas mansas que ora as margens estão longe e ora estão perto, como se fosse uma rua estreita onde podemos ver a vegetação e os animais tão próximos que dá vontade de sair do navio e passear pelas margens protegidas pela sombra das enormes árvores centenárias. Eu ficava horas admirando cada planta diferente que via, cada pássaro, cada árvore e cada som que ouvia vindo da mata. A medida que navegamos por esse trecho do rio ficamos com a respiração presa por tanta beleza. As casinhas à margem são raras e eu ficava pensando, imaginando como seria viver ali, totalmente isolados do mundo, sem vizinhos, sem viver em comunidade, sem opções de lazer e sem recursos nenhum. Como seriam essas cabecinhas que vivem ali O que pensam? O que esperam, e será que esperam? E na hora da doença? E no Natal e Ano Novo? Alheios a tudo o que vivemos aqui. É uma coisa bem curiosa, ao mesmo tempo que ali seja um lugar que transmite paz há uma sensação de vazio.
Foto: site verdejva
Quando passei por esses lugares a primeira vez eu tinha apenas 12 anos de idade. Fomos conhecer Manaus, numa viagem de seis a sete dias, saindo de Belém e subindo pelo Rio Amazonas. O navio era grande, se chamava Leopoldo Peres. Com vário tipos de camarotes ao gosto dos passageiros e de acordo com seu bolso. As refeições eram feitas em um grande salão, com mesas compridas e bem arrumadas, servidas por garçons. Havia uma sala de jogos, onde as pessoas se reuniam para bater papo e jogar cartas ou dominó. Tinha também um bar e lanchonete. Fora isso, só os corredores que davam acesso aos camarotes e a parte dianteira do navio nos davam ótima visão dos lugares por onde passáva-mos.

Ao entrar-mos em um determinado lugar, chamado de estreito de Breves, tivemos uma surpresa! Ouvimos alguns gritos: - Úuuu, Úuuu, Úuuu...! As pessoas começaram a correr para ver do que se tratava. Então começamos a avistar canoas se aproximando do navio. Minúsculas, com pessoas manobrando com muita habilidade. Algumas tinham crianças bem pequenas, de colo. Outras tinha mulheres grávidas. Sem entender muito bem o porque daquelas pessoas estarem ali, observei que algumas pessoas do navio jogavam pequenas sacolas com algumas coisas dentro. Depois viemos a saber que se tratavam de ribeirinhos que tinham o hábito de se aproximarem dos navios e barcos que ali passam, afim de receberem donativos dos passageiros. Crianças e mulheres grávidas sensibilizam mais e as canoas onde eles estão são mais favorecidas, recebendo mais donativos. As pessoas que são acostumadas a fazer esse trajeto, levam as sacolas prontas para serem atiradas às canoas. Assim como os ribeirinhos já sabem a hora e dia da passagem dos barcos e navios em suas localidades. Para nós, que não sabiamos desse detalhe da viagem, foi uma verdadeira surpresa. Algumas pessoas que estavam à bordo pensaram até ser um ataque de índios, imagine!
Diante daqueles pensamentos que me ocorreram, citados no início do post. Penso o quanto deve ser importante para aquelas pessoas abrir cada sacola e encontrar ali roupas que nunca poderiam comprar, brinquedos para as crianças, biscoitos e outros produtos inexistentes naquela região.
Vale à pena fazer o percurso Belém/Manaus e viver de perto tanta beleza e tanta emoção. Aproveite e leve aquelas roupas que não servem mais, brinquedos e tudo o que você possa imaginar que possa ser útil àquelas pessoas que vivem tão isoladas e com uma vida tão limitada. Se são felizes? Não sei, mas podemos fazê-las mais felizes ainda!