Você já ouviu essa frase? Se foi ao Pará, sim! Cada região tem sua própria linguagem. São palavras erradas? Não! Fazem parte da cultura local. Vamos conhecer um pouco o dicionário paraense?
MUITO PALHA: Muito ruim
TUÍRA: Pó da pele de quem não toma banho
MAIS-COMO-ENTÃO?: me explique, por favor
BORA LOGO: Se apresse
BORIMBORA:Vamos embora
É-GU-Á: Poxa vida
PAI DÉGUA: Excelente, beleza, legal
OLHA JÁ: É mentira
JÁ ME VU: Tchau
ÊÊÊ...: Quando algo que se conta é mentira
TU ALOPRAS: Você apela
HUM, TÁ CHEIROSO: Hum, tá bom gatinho ou hum, tá bom bonitinho! Tipo:`` conta outra``.
PUTISTANGA ou PUTISGRILA: Poxa vida
UUULHA: Expressão usada por nossas crianças quando querem se referir a algo.
ASSANHADO: Cabelo bagunçado
DIACHO: Desapontamento
MERDA/BOSTA NÁGUA: Maria vai com as outras
CARAPANÃ: Pernilongo
PÔ PÔ PÔ: Embarcação típica, composta por uma canoa coberta, movida à motor.
CALANGO OU OSGA: Lagartixa
BAITA: Algo legal
ARREDA AÍ: Afasta aí
JÁ ESTÁ NO TEU MOMENTO: Quando alguem faz algo que chama atenção. Ou dá em cima de outra pessoa
JÁ VALE?: Quando alguem faz algo que a outra pessoa não gosta.
MAS QUANDO!: Não...Ex: você vai ao show? _Mas quando!
ESMIGALHAR: Amassar, desmanchar.
ESBANDALHAR: Quebrar
RALHAR: Brigar
COQUE: Leve soco com a falange dos dedos na cabeça de alguem.
DISPRÉ: Algo ruim, vergonhoso.
CARAMBELA: Cambalhota.
JÁ QUERES: Quando a pessoa está interessada em outra
BOLO PODRE: Bolo de tapioca
CABEÇA DE GALO: Sopa feita de água, óleo, cheiro-verde, tomate, cebola, pimenta-do-reino e ovos.
PAPA-CHIBÉ: Paraense autêntico
LÁ NO CANTO: Lá na esquina
CABÔCU: Pessoa matuta
RABIOLA: Um tipo de pipa
AXÍ CREDO: Expressão de desdém
AGORA É ou AGORA FOI: Expressão de dúvida. Quando alguem conta uma coisa que se não acredita.
TINHA?: Quando se quer saber se alguem tem coragem de ir para a cama com determinada pessoa.
TALVEZ VOCÊ IDENTIFIQUE ALGUMAS DESTAS PALAVRAS, COMO HÁBITO DE SE PRONUNCIAR EM SUA REGIÃO.
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sexta-feira, 19 de agosto de 2011
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Quase louca
Minha vida era pacata
e vivia tudo bem
Mas um dia, até parece
que o mau veio do além
Eu chorava e lastimava
sem motivos aparentes
Meu marido maltratava
me sentia tão carente
E ninguem não entendia
à tanta agressividade
coração acelerava
e batia com vontade
Com todos me irritava
me tomavam como louca
Não transava, estava seca
umidade era pouca
Passei por tantos médicos
que nada me esclareciam
Eu achava que sentia
coisas que não existiam
Ea quentura me subia
Eu ficava sem dormir
Depois vinha o suor
Não podia reagir
Na madrugada chamava
o marido pra me ouvir
que cansado cochilava
evitando discutir!
Depois de muito sofrer
e quase divorciar
é que pude conhecer
alguem pra me orientar
Uma amiga me alertou
-Isso é puro climatério
Vai ao ginecologista
acabar com esse mistério
Consultei o especialista
que então me explicou
Isso é a pré-menopausa
já é tempo e chegou!
Vou tentar amenizar
os hormonios que faltou
trazendo tantos transtornos
e sua vida bagunçou!
E depois do tratamento
minha vida melhorou
depois de tantas mudanças
mais alegre eu estou
Aquela mulher pacata
agora se transformou
minha vida é só folia
diversão e muito amor!
Ao sentir alguns desses sintomas, procure um médico!
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
A origem da comida exótica- Pato no tucupí e Maniçoba
Conta-nos uma lenda – chamada da primeira água – que Jacy (Lua) e Iassytatassú (Estrela d’Alva), combinaram um dia visitar Ibiapité (Centro da Terra).
Em uma madrugada deixaram Ibacapuranga (Céu Bonito) e desceram para a terra. Descansaram no enorme disco da Iupê-jaçanã (Vitória-Régia) e se puseram a caminho para o centro da terra. Quando as duas se preparavam para descer o Ibibira (abismo), Caninana Tyba mordeu a alva face de Jacy que, sentindo a dor, derramou copiosas lágrimas amargas sobre uma extensa plantação de mandioca.
Depois disso, a face de Jacy nunca mais foi a mesma pois as mordidas da caninana, marcaram-na para sempre.
Das lágrimas de Jacy surgiu o tycupy (tucupi).
O tucupi é ácido cianidrico.
Todavia, as nossas avoengas descobriram que poderiam vencer esse veneno deixando-o exposto ao sol por três ou quatro dias ou, então, depois de “descansado” (tempo em que a tapioca sedimenta-se no fundo do vasilhame), é fervido, ficando o tucupi pronto para o consumo humano.
Dessa massa (a tapioca) e da pimenta murupi surgiu a primeira iguaria exótica, nascida da sapiência das nossas avós amerabas.
Os autóctones desconheciam o sal. E o arubé, apesar de ardente, era o que dava um gosto às comidas ensossas, além do que a sua causticidade as tornava mais saborosas.
De exotismo em exotismo, surgiu a tiquara, que chegou até nós como o nome de chibé.
A tiquara, ou chibé, nada mais é que a farinha de mandioca, com a água fresca dos igarapés, bebida em uma cuia pitinga.
Houve na história do Pará um instante onde o humílimo chibé foi reconhecido como alimento.
Ia acesa a Revolução Paraense, infamantemente conhecida por Cabanagem. As tropas legais reclamavam por alimentos.
O marechal Manuel Jorge, irado com os protestos, perguntou aos reclamantes:
- E os sediciosos o que é que comem?
Os perguntados responderam:
- Chibé!…
- Então, comam-no também, respondeu o marechal mal humorado.
OS ÍNDIOS FOGEM
Quando da descoberta do Brasil viviam na faixa larga da mata atlântica vinte e cinco milhões de ameríndios. A matança foi impiedosa e os autóctones tornaram-se nômades. Guiacurú, Temimino, Carijó, Aymoré, Tamoio puseram-se a andar, perseguidos implacavelmente pelo civilizado.
Aí as nossas avoengas mostraram para o que vieram. Responsáveis pela manutenção dos alimentos para os seus filhos, traziam em grandes cabaças o tucupi, o jambu, a carne de caça moqueada ou peixe, prática que elas haviam descoberto muito antes.
Era deliciosa a carne de anta moqueada com o tucupi ou então a folha da maniva, mascada pelas mulheres da taba em tempos de paz. Mascavam-na à beira de um igarapé corrente, para que a água lavasse a maniva desse modo triturada.
Se a carne moqueada no tucupi conservava-se por oito dias, a maniva cozida com carne de caça durava quinze dias.
Esse uso e costume deu origem a dois pratos exóticos da Amazônia – o pato no tucupi e a maniçoba – e ainda uma outra bebida, agora já com requintes de sabedoria das mulheres amazônidas, o tacacá.
Os últimos bolsões dos amerindios foi o Sul da Bahia e eles encetaram a grande marcha para o vale amazônico na metade do Século XVI. Nessa caminhada foram distribando-se. Belém ainda não havia sido fundada.
sábado, 6 de agosto de 2011
Entre céu e inferno (Essa é do Lula...Só pra descontrair)
Lula morreu. Deus e diabo brigam porque nenhum dos dois quer ficar com ele. Sem acordo, decidem que se alterne um mês no céu e outro no inferno.
No primeiro mês Lula vai para o céu. Deus não sabe o que fazer, quase fica louco. O metalurgico bagunça tudo. Atrapalha todos os elementos de oração e da liturgia. Dissolve o sistema de assessoria pessoal dos anjos, tenta formar uma coligação de maioria absoluta na base da compra de votos. Suborna as nuvens. Transfere um quilômetro quadrado do céu para o inferno. Nomeia arcanjos provisórios aos milhares. Intervém nas comunicações aos santos. Troca as placas das portas de S.Pedro. Envia um projeto de lei aos apostolos para reformar os dez mandamentos, dá anistia a Lúcifer. O céu vira um caos! As pessoas não o suportam mais e promovem piquetes e invasões. Deus não vê a hora de chegar o fim do mês para mandá-lo para o inferno.
Quando Lula finalmente se vai, Deus respira aliviado. No primeiro dia do mês seguinte nada acontece. No quinto dia, ainda sem notícias, Deus estava feliz, mas logo começou a pensar que, tendo passado mais tempo no inferno, Lula poderia querer passar dois meses seguidos no paraíso...
Desesperado com a possibilidade, Deus decide chamar o inferno por telefone para perguntar ao diabo o que estava acontecendo.. - Trrim! Trrim! Trrim! - Atende um empregado e Deus pergunta:
- Por favor, posso falar com o demônio?\
- Qual dos dois? O vermelho com chifres ou aquele ``condenado`` sem dedo?
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